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Goldman: leviano chamar destituição de Tasso de golpe

POR GBrasil | 11/11/2017
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O novo presidente interino do PSDB, ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, rejeita a tese de que a destituição do seu antecessor, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), possa ser chamado de “golpe” executado pelo presidente afastado do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG). “O exercício da leviandade e da irresponsabilidade é livre”, diz Goldman em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ao referir-se aos aliados de Tasso. A entrevista foi publicada neste sábado. 

 

Goldman dá indícios de que não concorda com a histeria anti-governista patrocinada pelo senador do Ceará quando é questionado a respeito da permanência do PSDB na base aliada ao presidente Michel Temer (PMDB). “Minha posição agora não vai ser divulgada. Só lembro a você que a decisão de permanecer no governo foi feita e referendada pela executiva do partido”. 

 

O ex-governador fica no cargo até a posse do próximo presidente do diretório nacional, que será escolhido em convenção marcada para o dia 9 de dezembro. Os candidatos são, até agora, Tasso e o governador de Goiás, Marconi Perillo. Goldman reconhece a possibilidade de surgir um terceiro nome para atingir o consenso. Comenta-se que este nome seria o do governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin. 

 

“Tudo é possível. O importante é, no mínimo, chegar a um diretório nacional comum. Dessa forma a disputa fica menos problemática e mais pacífica. É muito cedo para falar em nomes. Precisamos buscar a convergência. Esse é o meu papel”, diz o presidente interino do PSDB. Ele afirma também que não aceitará mais rachas na bancada em votações no Congresso. 

 

“A bancada é um instrumento do partido. Portanto, tem que seguir as posições do partido. É preciso haver um mínimo de coerência. Como não se discute tema nenhum, cada um vota como quer. Não pode um partido ter placar no plenário da Câmara de 22 a 23. Isso vale para todas as matérias”. 

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