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Justiça rejeita pedido de liberdade de Nuzman

POR GBrasil | 12/10/2017
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O juiz federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.

 

A decisão foi proferida na 4ª feira (11.out.2017) e manteve as decisões da 1ª instância. Nuzman foi preso em 5 de outubro, na Operação Unfair Play, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

 

No pedido, a defesa argumentou que Nuzman jamais exerceu qualquer cargo público e que a denúncia não apontou atos de corrupção específicos nem ligações com agentes públicos supostamente beneficiados com o pagamento de propina.

 

Os advogados também disseram que houve abuso durante as buscas e apreensões, que foram acompanhadas por autoridades francesas e pela imprensa.

 

Para o juiz, as medidas de investigação foram realizadas em atendimento a acordo de cooperação jurídica internacional com o governo francês. “Por seu turno o fato de as autoridades francesas eventualmente acompanharem a diligência de busca e apreensão, o qual também não está confirmado, não é causa de nulidade ou, por si só, gerador de prejuízo evidente ao paciente”, concluiu.

 

Gomes entendeu que as determinações da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro estão devidamente fundamentadas. A 1ª instância decretou a prisão temporária – depois convertida em preventiva – e ordenou busca e apreensão na casa do acusado, com bloqueio e indisponibilidade de bens e a apreensão do seu passaporte.

 

OLIMPÍADAS: “JOGO SUJO”

Nuzman é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional para eleição da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O ex-presidente do COB também teria envolvimento com o esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral, segundo as acusações.

 

Após 22 anos a frente do Comitê, em meio aos escândalos, da prisão Nuzman renunciou da presidência da entidade. O anúncio foi formalizado pelo advogado dela nesta 4ª feira.

 

DIRETOR DO COB TAMBÉM SEGUIRÁ PRESO

O pedido de liminar apresentado pela defesa do diretor-geral do COB, Leonardo Gryner, também foi negado pelo juiz federal.

 

“Há indicativos de crimes transnacionais e praticados por organização criminosa cuja finalidade seria a prática de crimes contra a administração pública que lhe rendessem lucro ilícito, sendo o ponto central dela os contratos celebrados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro na administração de Sergio Cabral”, argumentou Gomes.

 

A defesa de Gryner disse que não era mais necessário manter o diretor preso porque as medidas de urgência que fundamentaram a ordem de prisão já teriam sido cumpridas. O diretor do COB também foi preso por determinação da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

 

O mérito dos pedidos de habeas corpus ainda será julgado pela 1ª Turma Especializada.

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