Brasil

Planalto vê chance de aliança com Alckmin ano que vem

POR GBrasil | 28/11/2017
img/noticias/Planalto vê chance de aliança com Alckmin ano que vem
O

O movimento para fazer o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ser eleito presidente do PSDB por aclamação, no congresso do próximo dia 9, recebeu a ajuda da ala governista do partido e indica uma brecha para possível composição eleitoral em 2018. Na avaliação do Palácio do Planalto, Alckmin vai precisar do apoio do PMDB para tentar “levantar” sua candidatura à Presidência e não poderá exigir o desembarque imediato dos tucanos.

 

Em conversas reservadas, auxiliares do presidente Michel Temer diziam nesta segunda-feira, 27, duvidar que o governador queira “queimar pontes” com o Planalto. Na semana passada, Alckmin participou do almoço de governadores com Temer, no Alvorada, e defendeu a reforma da Previdência, sob o argumento de que a mudança, de difícil aprovação, ajudará na criação de empregos.

 

Até agora, Alckmin vinha pregando a saída do PSDB da equipe de Temer. Além disso, lavou as mãos e não pediu votos para ele na bancada, quando o plenário da Câmara analisou – e acabou derrubando – as duas denúncias criminais apresentadas pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

 

A falta de respaldo do governador, na ocasião, causou perplexidade no Planalto. Nos bastidores, porém, o núcleo político do governo avalia que o tucano é um homem “de diálogo” e pode fazer “um gesto” de reaproximação com Temer, para não ficar isolado em 2018. O presidente tenta reunificar a base aliada para construir uma frente de “centro-direita” na disputa, mas não esconde a mágoa com Alckmin.

 

O governo trabalhava contra a eleição do senador Tasso Jereissati (CE) para o comando do PSDB porque ele sempre defendeu o rompimento do partido com o Executivo. Para interlocutores de Temer, Tasso queria que o PSDB saísse “atirando” porque preparava sua própria candidatura presidencial e buscava um contraponto.

 

Em sintonia com o senador Aécio Neves (MG), alvo da Lava Jato, o Planalto apoiava o governador Marconi Perillo (GO) para a direção do PSDB. Tudo mudou quando Temer percebeu que Perillo – defensor da permanência dos tucanos no primeiro escalão – não unificaria o partido.

COMPARTILHE:

Notícias Relacionadas

Brasil 28/11/2017 Eleição custou de R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos

Eleições deste ano só não foram mais caras que as de 2014, auge da corrupção envolvendo empreiteiras, que custaram R$5,1 bilhões.

Brasil 28/11/2017 Bolsonaro: há uma parte do governo Temer que funciona

Ministro das Cidades, Alexandre Baldy é o símbolo desta pequena parte do governo Temer que dá certo. 

Brasil 28/11/2017 Marcelo Aro tenta usar plantão no tribunal para reaver PHS

Aro perdeu o comando do partido para o goiano Eduardo Machado. Ele tenta usar plantão do TJ para atropelar juiz substituto.

Brasil 28/11/2017 Em dois dias, Baldy recebe parlamentares, prefeitos e lideranças de 15 estados

Em ritmo intenso de trabalho, o goiano e ministro das Cidades, Alexandre Baldy, atendeu, em apenas dois dias, representantes de 15 estados.

INSCREVA-SE

Cadastre seu e-mail e fique por dentro de todas as notícias do Brasil e do mundo com publicações realizadas pelos melhores jornalistas do Brasil. A plataforma inteligente do GBrasil oferece o melhor do conteúdo jornalístico exclusivo para você.

ENVIAR
Obrigado por se inscrever em nosso site. Aguarde novidades!
ACOMPANHE AS NOSSAS REDES
  • Show da Manhã - Jovem Pan-GO