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PT, que se diz perseguido pelas elites, dirá o quê sobre Palocci?

POR GBrasil | 11/09/2017
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O depoimento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na última semana, foi um marco divisor na história do PT. Pela primeira vez, o partido não pode desqualificar denúncias e acusações contra o ex-presidente sob a alegação de que se trata de “perseguição das elites”. Desta vez, a bordoada veio de um integrante da cúpula. De um “companheiro”, para usar o vocabulário que vigora no partido. 

 

Outros dirigentes petistas foram presos antes de Palocci, mas nenhum deles abriu o bico. A militância fundamentalista orgulha-se do silêncio sepulcral do ex-ministro José Dirceu e dos ex-dirigentes Delúbio Soares e Silvio Pereira. Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações, também guardou segredo a respeito de tudo que sabe. Palocci é o primeiro petista de alta estirpe a jogar sobre a mesa os podres do grupelho que mandou no Brasil entre 2002 e 2015. 

 

O que mudou? Recentemente, acordos generosos de delação premiada, que em alguns casos permitem até a imunidade penal, têm estimulado os políticos a abrirem o jogo. Todos sonham conseguir o mesmo que os irmãos Joesley e Wesley Batista, que em troca de informações sobre o presidente Temer conseguiram a liberdade plena (Joesley estaria livre até agora se não tivesse entregue à PGR um áudio gravado por engano). 

 

O PT, insuflado por Lula, afirmava que no Brasil existia uma guerra entre pobres e elite, que o petismo estava ao lado dos descamisados - como Perón fazia, na Argentina. Estendeu o manto da suspeição sobre todas as denúncias que contra o partido apareciam, como se fizessem parte de uma conspiração golpista dos ricos brasileiros. O que dirá agora, com Palocci entre os delatores? 

 

TAGS: PALOCCI LULA PT

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