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Fundo de Desenvolvimento Rural do DF oferece linha de crédito para produtores

POR Colunista Agronegócio | 13/06/2017
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Produtores rurais do Distrito Federal e do Entorno podem financiar até R$ 200 mil — com vantagens, como carência e desconto sobre os juros — por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural.

 

Os valores podem ser usados na compra de bens, como fez Dorvalina Soares, de 58 anos, que adquiriu um trator para agilizar e ampliar os trabalhos na sua produção de orgânicos, em Planaltina.

 

Com condições melhores do que no mercado, o fundo concede até três anos de carência, prazo para que o produtor comece a pagar as prestações. Além disso, sobre os juros cobrados, de 3% ao ano, é dado desconto de 25% se as parcelas forem pagas em dia.

 

Em caso de associações e cooperativas, o valor total de financiamento permitido sobe para R$ 500 mil, segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

 

Para tentar o financiamento, o produtor deve procurar uma unidade da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). No caso de Dorvalina, foi a do Núcleo Rural Pipiripau. “Eles fizeram tudo, o projeto, a documentação”, conta a produtora.

 

Foi por meio da Emater que ela e vizinhos, do Assentamento Oziel Alves III, em Planaltina, visitaram a AgroBrasília, ainda em 2015. Lá, ela viu tratores expostos e buscou o financiamento por meio do fundo.

 

O crédito, de R$ 63 mil, saiu em seis meses, e o veículo chegou à propriedade em janeiro do ano passado. Ela se beneficiou da linha específica para implementação, ampliação e adequação de sistemas agropecuários orgânicos.

 

Agora, em 2017, a diferença no terreno e na renda da família é grande. Há uma horta orgânica que rende cerca de R$ 8 mil por mês. “Tudo mudou. Sem a ajuda do trator, não conseguiríamos fazer tudo. Na mão levaria muito mais tempo”, acrescenta.

 

Com o novo equipamento, a produtora planeja plantar, ainda neste ano, 2 hectares de mandioca. Além do canteiro de hortaliças, o trator é usado na propriedade para manter outras plantações no terreno, como de laranja, banana, limão e de maracujá silvestre pérola do cerrado.

 

Valores distribuídos pelo Fundo de Desenvolvimento Rural


De 2004 — quando o fundo começou a operar, depois de ter sido criado em 2000 — até 2016, já foram financiados 320 projetos, somando R$ 20.832.299,24 de recursos. Na linha social, em funcionamento desde 2013, a quantia disponibilizada é de R$ 6.702.228,68.

 

“Na linha social, o fundo compra o equipamento e distribui para as associações. Vinte e uma já receberam”, explica o chefe da Unidade de Gestão de Fundos da Secretaria da Agricultura, Jorge Carlos de Carvalho. Ele acrescenta que, nesse caso, o bem é da própria pasta e cedido para uso.

 

Para conseguir o financiamento, obrigatoriamente, o produtor precisa receber assistência técnica da Emater. Por isso, todos os projetos têm de ser feitos por um dos escritórios da empresa vinculada à pasta da Agricultura.

 

Além dos juros baixos e das facilidades com descontos e carência, o chefe da Unidade de Gestão de Fundos da Secretaria da Agricultura aponta outra vantagem importante: “O fundo não exige que o produtor seja dono da terra, o que geralmente é necessário em outros créditos”, destaca.

 

Entre os projetos financiados, 162 são de Planaltina, 65 do Paranoá e 30 de Brazlândia. “São regiões com maior área e mais quantidade de produtores, núcleos consolidados há muito tempo”, pontua. O benefício também atende o Entorno do DF.

 

Também estão na lista produtores de Ceilândia, do Gama, do Park Way, do Riacho Fundo, de Samambaia, de Santa Maria, de São Sebastião, de Sobradinho, de Taguatinga e de Padre Bernardo (Goiás).

 

Composição do Fundo de Desenvolvimento Rural


A Lei Distrital nº 2.653, de 2002, que dispõe sobre a criação do Fundo de Desenvolvimento Rural, prevê diferentes tipos de recursos que podem compor o fundo. O principal, segundo Carvalho, é a quantia arrecadada pela concessão de uso ou arrendamento de imóveis rurais. Além disso, os valores das prestações pagas pelos produtores retornam ao fundo.

(Da Agência Brasília)

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