Goiás

Eliton: Caiado usa tragédia em presídio como palanque eleitoral

POR Colunista GO | 03/01/2018
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Em nota, vice-governador qualifica de “desumana” e “irresponsável” críticas feitas pelo senador do DEM sobre rebelião ocorrida no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele reforça que a conduta “não coaduna com o exercício da cidadania” e lembra que, ao longo de sua trajetória, o oposicionista jamais apresentou projeto relevante voltado para segurança pública. “Caiado quer voltar aos tempos dos coronéis, quando não havia respeito ao Direito, e o que valia era a força do chicote, da espora e da bota”, diz

 

O vice-governador Zé Eliton (PSDB) qualificou de “desumana” e “irresponsável” as críticas feitas pelo senador Ronaldo Caiado (DEM) sobre a rebelião ocorrida no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na última segunda-feira (1° de janeiro). Em nota, divulgada na noite desta terça-feira (02/01), ele afirma que oposicionista transforma em “palanque eleitoral” a tragédia que vitimou nove detentos e deixou 14 feridos.

 

Leia, abaixo, a íntegra da nota do vice-governador Zé Eliton.

 

NOTA

 

Enquanto todos nós estamos consternados com os episódios ocorridos neste final de semana no sistema penitenciário, nos solidarizando com as famílias que foram atingidas, é triste ver a irresponsabilidade do Sr. senador Ronaldo Caiado que, de forma desumana, busca fazer da tragédia um palanque eleitoral, conduta que não coaduna com o exercício da cidadania, muito menos com a responsabilidade que um homem público deve ter.

 

Afirmou nesta segunda-feira (02/01) o Sr. senador em suas redes sociais e em material encaminhado à imprensa que o episódio ocorrido neste último final de semana no sistema penitenciário trata-se “de uma tragédia anunciada”, tecendo críticas infundadas e típicas daqueles que não conhecem o sistema de segurança e que sequer se preocuparam em estudar a matéria antes de tornar pública sua ignorância.

 

Ao destacar que trata-se de uma tragédia anunciada, citando informações de supostos agentes penitenciários de Aparecida de Goiânia e de Rio Verde, deveria sua excelência, imediatamente, ter comunicado as autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário.

 

Não se tem notícia de qualquer alerta sobre o tema feito pelo Sr. senador. Portanto, nada fez, nem publicamente, nem reservadamente, para impedir os acontecimentos, se é que a ele tal tema foi previamente anunciado ou se de fato se trata de mais uma bravata típica de seu oportunismo irresponsável.

 

O Sr. senador faz críticas ao sistema penitenciário de absoluta má-fé, pois sabe que os assuntos relativos à segurança pública e sistema prisional dependem de resoluções que envolvem alterações legislativas, que, portanto, devem ser tratadas no âmbito nacional.

 

Tanto isso é verdade que, no final de 2016, em evento realizado aqui em Goiânia com a presença da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e do então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, além de todos os secretários de Segurança Pública de todos Estados brasileiros, foi  formalizado um conjunto de propostas e iniciativas com soluções pontuais para a segurança pública e sistema prisional brasileiro, sendo que esse documento foi enviado ao Senado e à Câmara Federal, mas não se tem notícia de qualquer ação do Sr. senador para que os temas tratados fossem ao menos discutidos no âmbito do parlamento brasileiro.

 

Na verdade, há mais de três anos como senador e detentor de quatro mandatos seguidos como deputado federal, Ronaldo Caiado jamais apresentou um projeto relevante para ajudar na segurança pública, muito menos fez qualquer ação na luta por recursos destinados ao sistema prisional.

 

Como representante legítimo das oligarquias que mantiveram Goiás no atraso, Caiado prefere o caminho da crítica vazia, sem nenhum compromisso com os interesses da sociedade. Ele quer voltar aos tempos dos coronéis, quando não havia respeito ao Direito, e o que valia era a força do chicote, da espora e da bota.

 

Especificamente sobre os acontecimentos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, a rebelião é resultado de fatores que se repetem em todo o país, envolvendo guerra de facções criminosas. Mas as forças de segurança agiram com rapidez e rigor, controlando a situação e evitando consequências maiores.

 

O governo está colocando em funcionamento cinco novas unidades prisionais que estão em fase final de conclusão (Anápolis, Formosa, Águas Lindas, Planaltina e Novo Gama), o que vai diminuir as chances de fugas e rebeliões.

 

Em verdade, enquanto o Sr. Senador busca fazer de tragédias palanque para suas bravatas e chiliques, nós buscamos trabalhar muito para construir um estado melhor, onde o Direito e a paz social sejam sempre a referência.

 

Zé Eliton

 

Vice-governador de Goiás

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